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segunda-feira, maio 27

Você sabe cantar o jingle do Dolly Guaraná?

Dolly e o Case de Sucesso.
Por Alexandre José.
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Não, não, eu não estou louco ainda.
Sei que muitas pessoas já falaram sobre
o assunto em blogs e sites de publicidade,
já ouvi milhares de comentários do tipo
"A Dolly não deve ter uma agência por trás"
"O comercial da Dolly é muito feio /
chato / bobo" "A Dolly é uma vergonha pra
propaganda brasileira".
Todo mundo já disse isso, então vou explicar
o porquê de falar nesse assunto novamente.

Hoje pela manhã, enquanto me arrumava para vir ao trabalho estava vendo
TV e vi mais uma vez o famoso filme com o jingle da Dolly, "Dolly guaraná
Dolly!". Então me lembrei de algumas discussões que tive com colegas e
professores a respeito.

Vamos pensar um pouco. Se as campanhas da Dolly são tão ruins e todos
falam que os filmes mancham a marca fazendo o consumidor não querer
consumir o produto, por que as campanhas com o mesmo conceito e o
mesmo jingle bobo são veiculadas há tantos anos e em várias épocas
diferentes (comemorativas ou não)? Vocês fazem ideia do custo de
produção e veiculação de uma campanha publicitária como as da Dolly
que se utilizam de diversas mídias como TV, Rádio e Impresso. É um custo
extraordinário por volta dos milhões. Pra mim, quem não consegue vender
os produtos e principalmente a marca não consegue a verba para produzir
publicidade.

Em uma conversa com a professora Elisete Baião da Universidade Cruzeiro
do Sul citei as campanhas da Dolly como sendo muito ruins e ela me disse
algo que nunca mais esqueci. "Você sabe cantar o Jingle da Dolly? Então
a campanha surtiu efeito, se tornou um chiclete, está na boca do povo".
Aí comecei a pensar e fazer alguns comparativos a respeito da Dolly e
de outras marcas de refrigerante.

Primeiramente o público alvo. A maioria dos refrigerantes são vendidos
a preços absurdos devido ao posicionamento que a marca já atingiu n0
mercado e ao público alvo que é destinada, esse é o exemplo da
Coca-Cola, já o público alvo da Dolly é muito diferente do público
que consome Coca-Cola. As campanhas da Dolly geralmente são
direcionadas para as classes C e D, esse também é motivo para o
refrigerante Dolly ser mais barato, a diferença de preço chega a ser
absurda. Apesar de não ser minha preferência tomo Dolly as vezes e
não acho ruim, aí tem o caso das pessoas que reclamam do sabor e
da qualidade, isso eu não discuto, cada um com seu gosto, mas
muitas vezes já vi as pessoas que reclamam da qualidade, consumir
o produto.

Isso me fez perceber que muitas vezes as pessoas falam mal da marca
por vergonha de dizer que consomem, mesmo que gostem, dizem que
não gostam justamente por ser um produto destinado a classes menos
abastadas, como se as outras pessoas fossem criar um preconceito de
quem consome um produto barato e com a propaganda dita como ruim.
Pra finalizar, digo aos que falam que a propaganda da Dolly é uma vergonha.
Vocês estão redondamente enganados. As propagandas podem ser pobres
em arte e criatividade, isso eu concordo, não inovam, também concordo,
mas que não funcionam eu discordo totalmente. O Objetivo da publicidade
por mais que pareça não é ser bonita, premiada e coisas do tipo, o objetivo
é anunciar, comunicar ao consumidor que existe um produto X para ser
consumido. Que levante a mão quem nunca tomou Dolly na vida! Agora
quem não sabe cantar de cor a letra do Jingle mais famoso dos últimos
tempos.


Depois disso, quem sabe você também se lembre do jingle "Pôneis Malditos",

da Nissan.

quarta-feira, maio 22

O TCC de Marketing e a logomarca

Com a proximidade da conclusão da graduação, é habitual que faculdades e universidades exijam o tão temeroso, porém necessário, TCC - Trabalho de Conclusão de Curso.

É um tipo de trabalho acadêmico utilizado no ensino superior brasileiro como forma de fazer uma avaliação final dos graduandos, em todos os aspectos da sua formação. Dependendo do curso, o TCC pode ser uma pesquisa científica. Em outros casos, como no Marketing, pode ser um Planejamento de Marketing.

Mas, não é sobre o TCC a que me proponho discutir neste texto. E sim, sobre o Planejamento de Marketing, em que os formandos devem criar uma consultoria fictícia para, assim, identificar uma empresa real para montar o planejamento. Trata-se de uma atividade prática, bem próxima daquela que enfrentarão no mercado.

Dentre as diversas tarefas a serem desenvolvidas pelos formandos, uma delas é a criação da logomarca da consultoria, levando em conta toda a simbologia que ela seja capaz de refletir no posicionamento da empresa.

Criar uma logomarca não é fácil. Basta perguntar a qualquer profissional de publicidade. O designer tem que levar em conta, entre outras coisas, as características da empresa e a mensagem que ela quer transmitir ao público.

Em muitos casos, logomarcas são criadas de forma amadora e refletem negativamente na imagem da empresa.

segunda-feira, maio 13

A importância do Logotipo para seu negócio?


A Dako é uma importante e antiga fabricante de eletrodomésticos brasileira que decidiu recentemente mudar o logotipo da empresa. Desenvolvido por sua equipe de marketing em parceria com uma agência, o logotipo atual mudou de cor – do vermelho para o roxo – e traz agora um “sorriso”.
Segundo a empresa, esta nova identidade visual busca deixar a marca mais jovem e próxima da nova geração de consumidoras: a mulher moderna, jovem e que leva a vida de uma forma leve.
A empresa investiu algo em torno de R$ 4 milhões no projeto de rejuvenescimento da marca, incluindo o desenvolvimento de novos produtos e ações de marketing.
Um logotipo não é apenas um desenho. Ele é, antes de qualquer coisa, uma ideia transmitida através de uma imagem.
Fonte: Blog HSM.


Marketing ou Marketice?


"Todos os espíritos grosseiros adoram falar”. FERNANDO PESSOA

MARKETICE, como diria o Acadêmico ALVARO COELHO DA FONSECA é uma coisa, MARKETING é outra. O MARKETING foi revelado ao mundo pela sabedoria, genialidade e generosidade de PETER DRUCKER, e traduz-se, hoje, na ideologia da empresa moderna. É muito mais e maior do que a área de marketing de uma empresa, ou do que a mais completa das caixas de ferramenta. É a forma de se comportar e agir das empresas modernas. Transcende a área de marketing e contagia, enaltece, entusiasma, organiza e compromete todas as pessoas que trabalham na empresa e para a empresa. É o elo condutor. Para essas empresas, o consumidor foi, é e sempre será o rei; a razão de ser, o juiz final e definitivo.
MARQUETICE é sinônimo de VIGARICE, e tem tudo a ver com CONTOS DO VIGÁRIO. E, infelizmente, muitas empresas, supostamente modernas, gigantescas, poderosas, usam e abusam da MARQUETICE, As montadoras, por exemplo, todas sem exceção, com seus lamentáveis, crescentes e infinitos recalls.

Até hoje a polêmica sobre a origem da expressão CONTO DO VIGÁRIO continua. Para uns, a briga de duas igrejas de Ouro Preto onde os vigários de cada uma disputava uma fortuna deixada por um fiel. Colocaram a decisão na escolha de um burro: a fortuna pertenceria à igreja para onde o burro se dirigisse. Tempos depois se soube que o vigário vencedor adestrou o burro. Ou, pela compra que supostamente os vigários faziam do ouro roubado pelos escravos, e o dinheiro era depositados em suas “contas” – daí, conto. E ainda uma das mais aceitas, de pessoas que no passado recebiam cartas de vigários mencionando a morte de um parente próximo e uma grande fortuna deixada. E que para ser liberada precisava receber uma pequena soma de dinheiro para os devidos procedimentos…

Portanto, MARKETING é uma coisa, e MARQUETICE outra completamente diferente. As pessoas que trabalham e professam o MARKETING têm que honrar o legado do mestre maior, PETER DRUCKER. Pelo que disse, ensinou, praticou, disseminou. Nenhum de nós, profissionais, consultores e executivos que seguimos essa ideologia empresarial, pode apoiar e orientar, conscientemente, empresas que desrespeitem seus clientes. Vendendo produtos com defeitos de fabricação, ainda que depois se disponham a repará-los; empresas que pratiquem qualquer tipo ou modalidade de discriminação; produtos que sabidamente fazem mal a diferentes tipos de pessoas, muito especialmente às crianças e idosos; que de forma direta ou indireta prejudiquem consumidores; empresas que vendam gato por lebre, ou lebre por girafa. Que não busquem, permanentemente, a sustentabilidade – das pessoas, do mundo, do universo, e, por decorrência, e principalmente, da própria empresa.

Vamos nessa?

Fonte: Portal Inteligêmcia.

terça-feira, maio 7

Você já ouvir falar em Showrooming?


Recentemente, consumidores descobriram que é possível pesquisar e experimentar produtos em uma loja física e comprá-los por um preço mais barato em uma loja online. Esse fenômeno, conhecido como “Showrooming”, vem crescendo bastante, tirando o sono de varejistas em todo o mundo, e sendo debatido com grande intensidade nos últimos anos.

Estudos são realizados frequentemente para se descobrir as causas dessa prática, como combatê-la ou, até mesmo, se beneficiar dela. De acordo com uma pesquisa da GroupM realizada em 2012, 45% dos consumidores trocariam uma loja física para comprar online, caso encontrassem um desconto de 2,5%, 60% trocariam por uma diferença de 5%, enquanto 87% comprariam virtualmente por uma diferença de 20% no preço. Segundo o ClickIQ, 45,9% dos entrevistados que compraram nos seis meses anteriores à pesquisa afirmaram ter coletado informações em lojas físicas e finalizado a compra em um e-commerce.

Por outro lado, uma pesquisa realizada pela Oracle aponta que as principais razões para se comprar em uma loja física são a possibilidade de visualização do produto antes da aquisição (75%) e a vontade ou necessidade de obtê-lo imediatamente (44%). Também são levadas em consideração as alternativas de economia com frete e pagamento em dinheiro. Ou seja, vários fatores influenciam o consumidor na hora da escolha entre a loja física ou a virtual. Entretanto, o preço é a peça-chave desse quebra-cabeça. E, diante disso, a melhor maneira de lidar com o “Showrooming” é através da precificação inteligente.

Monitorar a concorrência permite que uma loja identifique quais produtos estão com um preço muito acima do mercado. Desta forma, também é possível verificar quais produtos os concorrentes não têm em estoque e, assim, o vendedor – online ou offline – pode investir em promoções e até aumentar o preço dessa mesma mercadoria, ou oferecer outros produtos de interesse do comprador que estejam sobrando em estoque. Pode também selecionar quais mercadorias oferecem possibilidade de cobrir o preço de uma loja online e remanejar a margem de lucro para outro produto com maior procura e rentabilidade.

A precificação inteligente oferece várias alternativas, uma ferramenta fundamental, mas que deve ser utilizada em conjunto com outras soluções, como criar um balcão ou quiosque na loja física que ofereça a possibilidade de pagamento ou retirada de um produto comprado na loja online, além de um ótimo atendimento. O “Showrooming” chegou para ficar, e só depende do lojista descobrir qual a melhor maneira de lidar com esse fenômeno.
Por Ricardo Ramos - Fonte: www.inteligemcia.com.br

Por que os atendentes ganham pouco?

Funcionários que lidam diretamente com os clientes deveriam ser bem remunerados.

O discurso é sempre muito parecido: “nossa visão é ser reconhecida como uma empresa de excelência (...)”,“nossa missão é atender e superar as expectativas dos nossos clientes e parceiros (...)" e “nossos valores são: respeito aos clientes, respeito ao meio ambiente (...)” por aí vai. Até parece que uma empresa copia da outra. Talvez copiem mesmo!

Mas longe dos belos discursos, a prática muitas vezes é diferente. Dentre uma das piores mentiras que as empresas dizem nos discursos oficiais está a questão do cliente. Ainda que a gestão empresarial no Brasil esteja se profissionalizando, ainda que os consumidores estejam cada vez mais conscientes dos próprios direitos, o atendimento ao cliente, ou melhor, o desatendimento ao cliente continua sendo um dos principais problemas das empresas.

Como consumidores, acumulamos inúmeras experiências negativas. Vamos a uma famosa rede de lanchonetes e somos mal atendidos. Vamos ligar para a empresa provedora de internet e somos mal atendidos. Vamos comprar um sapato numa famosa loja de calçados e somos mal atendidos. Vamos ao cinema e somos mal atendidos. Vamos ao maior supermercado da cidade e somos mal atendidos. Por fim, vamos comprar uma água de coco na beira da praia e... somos mal atendidos!

A minha última experiência foi numa rede multinacional de fast-food, foi um péssimo atendimento. Durante o período do atendimento, de imediato fiquei irritado, mas ao observar que o trabalho da atendente realmente é estressante, que as suas condições de trabalho são reconhecidamente deficitárias e que o salário dela provavelmente não é lá muito bom, tentei compreender o seu lado humano e me “segurei”. No entanto, olhando pelo lado da empresa, isso não é desculpa. Inclusive, não há desculpas!

Não adianta a tal empresa fazer propaganda bonitinha na televisão, patrocinar campeonatos esportivos, fazer um monte de ações promocionais e ter um péssimo atendimento como aquele.
Levantando-se a questão do (possível) baixo salário da atendente, poderíamos pensar a respeito. Se os clientes são os tesouros da organização, por que muitas vezes o profissional que lida diretamente com o cliente têm um dos piores salários da empresa?

O Diretor de operações da empresa é muito importante, sem dúvida, mas a atendente lá do balcão é tão importante quanto. Não interessa ao cliente se a organização melhorou seus processos logísticos, não interessa ao cliente se ela reduziu seus custos operacionais, o que interessa ao cliente é ter as suas necessidades atendidas. Numa questão de percepção imediata, para o cliente, quem atende à sua necessidade é a atendente e não o Diretor de Operações. Ainda que este seja, na verdade, fundamental para a capacidade de atender ao cliente, o que vale é o que o cliente realmente percebe, é ele que dá a palavra final. Nenhuma empresa sobrevive com ótimos processos logísticos e um péssimo atendimento ao cliente.

Dessa forma, repito a pergunta, por que muitas vezes o profissional que lida diretamente com o cliente têm um dos piores salários de uma empresa?

Talvez, este seja um dos pontos mais importantes a ser trabalhado nas empresas, no entanto, muitas vezes é ignorado! Não é raro ver o profissional que lida diretamente com o cliente não ser bem treinado e remunerado, infelizmente!

Por Vitor Correa - Fonte: administradores.com

segunda-feira, maio 6

E a guerra das embalagens continua.


Coca Cola, Itaipava dentre outras, continuam colocando na embalagem parte do seu diferencial para conquistar os curiosos, indecisos ou colecionadores.

Agora foi a vez da Cervejaria Colônia lançar as primeiras latas de cervejas do mundo com lacre plástico. A solução inovadora, justifica a empresa, garante a vedação completa da parte superior da lata, mantendo a superfície limpa. Diferente do que comunicava a Cristal, já que ficou provado que o seu selo não garantia a higiene.

O lacre plástico, que chega aos supermercados no segundo semestre, foi aprovado em testes laboratoriais por institutos no Brasil e na França. A solução será aplicada às latas na linha de envase após os processos de lavagem e secagem da embalagem. As etapas vão garantir um produto totalmente seguro, limpo e pronto para o consumo em qualquer ocasião, já que a vedação é completa. Isso vai proporcionar a proteção da parte superior da lata nos percursos de deslocamento do produto, desde a fabricação até as mãos do cliente final. Segundo as empresas envolvidas, não há perda de produtividade na linha de envase.

De acordo com Luiz Cláudio dos Santos, diretor de marketing da Colônia, a expectativa é que o consumidor da cerveja valorize a novidade. “Como a primeira cervejaria brasileira a utilizar os lacres de plástico, pretendemos dar um salto em nossas vendas, com uma solução ainda mais segura para o consumidor e muito atrativa no ponto de venda”, diz. Segundo ele, a novidade não vai alterar o preço da cerveja.

Afinal de contas, além de curiosos, indecisos e colecionadores, quem compra cerveja por causa da embalagem?

Abaixo você vê mais alguns exemplos de marcas que apostaram em eventos esportivos para emplacar novas embalagens.


Informações do Blog Marcaembalagens.

sexta-feira, maio 3

Você sabe exatamente o que seus clientes querem?


Essa é uma questão que vale pontos no sucesso de seu empreendimento. Entender a necessidade e os desejos de seus consumidores, principalmente, sobre o que eles esperam de sua loja virtual pode te surpreender e direcionar seu e-commerce para uma caminhada promissora.

Foi exatamente o que mostrou uma pesquisa desenvolvida nos EUA, pelo Boston Consulting Group. O estudo revelou que os consumidores virtuais preferem comprar com frete grátis a receber a mercadoria comprada no mesmo dia!

Isso mesmo! A pesquisa referente aos fatores que mais estimulam as compras no e-commerce destacou que 74% dos entrevistados são motivados a comprar pelo frete grátis, enquanto apenas 9% consideram a entrega no mesmo dia uma condição imperdível de compra.


É em situações como esta, que destacamos a importância de manter-se atento às características e peculiaridades de seu público consumidor, pois eles estão mais exigentes, sim, mas apresentam exatamente o que querem. Basta a sua loja virtual adaptar-se para satisfazê-los.

Felipe Martins - administradores.com

A guerra das embalagens

Que as embalagens são importantes canais de comunicação no ponto de venda, isso já não é discussão. É fato!

Há algum tempo, as grandes marcas que conservaram intactas a comunicação em suas embalagens decidiram que elas podem e devem sofrer alterações de acordo com a sazonalidade.



Enquanto a Coca Cola lança as latas com as cores da Bandeira do Brasil para comemorar a Copa das Confederações, a cerveja Itaipava, do Grupo Petrópolis, lança uma lata da cerveja em homenagem à realização da Fórmula Indy em São Paulo. Foram produzidas 18 milhões de latas da Itaipava alusivas ao evento, que acontece neste domingo (5/5). As latas, que trazem a figura de um piloto junto com uma bandeira quadriculada, além do logotipo oficial da Indy, serão distribuídas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

quinta-feira, maio 2

Cachaça 51 faz placement no seriado "The Big Bang Theory"

Merchandising editorial ou product placement. Esta foi a ação da Cia. Müller de Bebidas no episódio 21 da sexta temporada da série americana The Big Bang.

Após o reconhecimento da marca cachaça, empresas como a Cia. Müller de Bebidas estão investindo alto para expor seus produtos no mercado norte-americano.

A ação ocorreu no episódio 21 da sexta temporada, em que a garrafa da Cachaça 51, tipo exportação, aparece em três diferentes cenas na cozinha da personagem Penny.

Product Placement da cachaça 51 no seriado The Big Bang Theory

O episódio inédito foi transmitido dia 25 de abril nos Estados Unidos pela CBS, com audiência de 15,05 milhões de norte-americanos. Seu maior concorrente por audiência na TV norte-americana, “Two And A Half Men”, ficou com 11,8 milhões no mesmo dia.

No Brasil, o episódio foi veiculado dia 30 de abril, às 21h30, pela Warner Channel. A série também é transmitida no país pelo SBT.

Fonte: Exame.com

Neuromarketing: o cérebro estimulado a consumir


O cérebro humano nos prega peças constantemente. Exemplo: desenhe dois círculos iguais e, no primeiro, insira um triângulo equilátero. No segundo círculo, coloque o triângulo do lado de fora, como se o círculo estivesse inserido no triângulo. A maioria das pessoas, nesta situação, dirá que o segundo círculo, englobado pelo triângulo, é o círculo maior. No entanto, esta é a resposta errada, porque os dois círculos são iguais. Isto ocorre porque um dos primeiros vieses a que o processamento cerebral está submetido é o “viés de comparação”, ou seja, tudo para o cérebro é relativo, ele compara, vasculha semelhanças, diferenças e, como no exemplo anterior, nem sempre acerta.

Baseando-se neste principio e em outros fenômenos biológicos que desencadeiam estímulos positivos (que reforçam uma recompensa ou prazer), os experts em  marketing
(neuromarketing) se utilizam de estratégias pouco intuitivas e bastante eficazes para “enganar” o cérebro humano. Em última análise, o objetivo é estimular a “compra” de algum produto.
E, para isso, nenhum órgão dos sentidos é poupado! Por exemplo:

Estímulos visuais. Não é à toa que o logotipo de várias cadeias grandes de fast food têm as cores vermelho e amarelo, sabidamente tons que estimulam os centros de fome hipotalâmicos.

Estímulos olfativos. O cheiro padronizado é também outro artifício utilizado por cadeias de fast food e até clínicas de estética. Toda vez que o indivíduo vai a um destes ambientes com odor customizado, o cérebro associa a experiência anterior, trazendo do hipocampo a memória olfativa correspondente àquela experiência. E isto, no final, reforça a “compra”.

Estímulos sonoros. Grandes indústrias de automóveis têm unidades especificas para elaborar todos os sons que um carro de luxo pode emitir, desde o barulho da seta até a voz do GPS interno. Estes sons são cuidadosamente escolhidos para que, novamente, a experiência sonora associada à compra seja mais um estímulo que vai reforçar os aspectos positivos da compra.

Estímulos gustativos. Quem nunca almoçou em um restaurante, comendo a mesma quantidade usual de comida e, após a refeição, continuou sentindo fome, ou vontade de comer mais? Este é o papel dos realçadores de sabor, como o glutamato, que “enganam” o centro de saciedade no cérebro, estimulando o apetite.

Estimulo tátil. Os cinemas com realidade 4D, onde você sente a água caindo em seu rosto ou percebe o banco tremer, são exemplos de realidade virtual em que todos os sentidos, inclusive o tátil (tato epicritico e sensibilidade vibratória), são colocados a prova para reforçar a qualidade da experiência. E, sinceramente, não fossem eles, a experiência não seria tão boa assim.

Algumas das questões discutidas acima podem ser, em parte, explicadas do ponto de vista neuroquímico e, neste sentido, a dopamina parece ser uma das principais substâncias envolvidas. A dopamina é um neurotransmissor liberado em situações de prazer e recompensa, reforçando aquela experiência e associando-a ao “bem estar”. Assim, é natural que o cérebro humano se sinta atraído para repetir as mesmas experiências prazerosas toda vez que tem chance.

Mas existem as situações de anormalidade, como os indivíduos com patologias de controle do impulso e que são os mais suscetíveis a propaganda “inteligente” que encontramos a nossa volta. São os chamados compradores compulsivos. Estas pessoas não conseguem inibir o impulso de comprar e são presas fáceis das táticas de neuromarketing.

Embora a dopamina seja um dos principais neurotransmissores envolvidos nesta situação, outras substâncias como glutamato e opioides endógenos também participam deste processo. As áreas cerebrais mais comumente envolvidas são o córtex orbitofrontal, estriado ventral e giro do cíngulo.
No final das contas, cabe a cada um de nos tentar driblar as armadilhas “montadas” pelo nosso próprio cérebro e não achar que só porque um sapato de R$1.200,00 está com 50% de desconto, significa necessariamente uma boa compra. Afinal, R$ 600,00 ainda é um sapato bem caro, não?

Fonte: Webinsider - Por André Felício