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segunda-feira, maio 13

Marketing ou Marketice?


"Todos os espíritos grosseiros adoram falar”. FERNANDO PESSOA

MARKETICE, como diria o Acadêmico ALVARO COELHO DA FONSECA é uma coisa, MARKETING é outra. O MARKETING foi revelado ao mundo pela sabedoria, genialidade e generosidade de PETER DRUCKER, e traduz-se, hoje, na ideologia da empresa moderna. É muito mais e maior do que a área de marketing de uma empresa, ou do que a mais completa das caixas de ferramenta. É a forma de se comportar e agir das empresas modernas. Transcende a área de marketing e contagia, enaltece, entusiasma, organiza e compromete todas as pessoas que trabalham na empresa e para a empresa. É o elo condutor. Para essas empresas, o consumidor foi, é e sempre será o rei; a razão de ser, o juiz final e definitivo.
MARQUETICE é sinônimo de VIGARICE, e tem tudo a ver com CONTOS DO VIGÁRIO. E, infelizmente, muitas empresas, supostamente modernas, gigantescas, poderosas, usam e abusam da MARQUETICE, As montadoras, por exemplo, todas sem exceção, com seus lamentáveis, crescentes e infinitos recalls.

Até hoje a polêmica sobre a origem da expressão CONTO DO VIGÁRIO continua. Para uns, a briga de duas igrejas de Ouro Preto onde os vigários de cada uma disputava uma fortuna deixada por um fiel. Colocaram a decisão na escolha de um burro: a fortuna pertenceria à igreja para onde o burro se dirigisse. Tempos depois se soube que o vigário vencedor adestrou o burro. Ou, pela compra que supostamente os vigários faziam do ouro roubado pelos escravos, e o dinheiro era depositados em suas “contas” – daí, conto. E ainda uma das mais aceitas, de pessoas que no passado recebiam cartas de vigários mencionando a morte de um parente próximo e uma grande fortuna deixada. E que para ser liberada precisava receber uma pequena soma de dinheiro para os devidos procedimentos…

Portanto, MARKETING é uma coisa, e MARQUETICE outra completamente diferente. As pessoas que trabalham e professam o MARKETING têm que honrar o legado do mestre maior, PETER DRUCKER. Pelo que disse, ensinou, praticou, disseminou. Nenhum de nós, profissionais, consultores e executivos que seguimos essa ideologia empresarial, pode apoiar e orientar, conscientemente, empresas que desrespeitem seus clientes. Vendendo produtos com defeitos de fabricação, ainda que depois se disponham a repará-los; empresas que pratiquem qualquer tipo ou modalidade de discriminação; produtos que sabidamente fazem mal a diferentes tipos de pessoas, muito especialmente às crianças e idosos; que de forma direta ou indireta prejudiquem consumidores; empresas que vendam gato por lebre, ou lebre por girafa. Que não busquem, permanentemente, a sustentabilidade – das pessoas, do mundo, do universo, e, por decorrência, e principalmente, da própria empresa.

Vamos nessa?

Fonte: Portal Inteligêmcia.

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