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quinta-feira, julho 19

A Educação por óticas distintas

Todos concordam que a Educação é o principal caminho para que a sociedade alcance justiça social com dignidade. Por outro lado, também é unânime que a educação brasileira apresenta sérios problemas e não atende adequadamente às necessidades socioculturais dos indivíduos. A começar pelo planejamento curricular desatualizado e pela falta de melhor capacitação dos professores.

O enigma na educação também é facilmente traduzido pela falta de uma política séria sobre o tema, bem como de recursos que acabam minando a criatividade e a motivação de professores e alunos.

A fórmula mágica para mudar a educação pode ser encontrada em artigos, livros, revistas, comentários de especialistas, noticiários, dentre tantas outras mídias. Tudo é apresentado de forma simples e com resultados maravilhosos. Mágica sim, mas não impossível. O grande entrave é colocar em prática essas ideias em busca da tão sonhada transformação da educação. O pontapé inicial dessa grande obra depende, principalmente, da vontade governamental, e ela não sai do papel.

Para que ocorram mudanças faz-se necessário um levantamento real das dificuldades educacionais, projeta-las num planejamento maior que envolva não apenas os tecnocratas da educação, mas, do mesmo modo, a sociedade civil para que se alcance os melhores e mais rápidos resultados. Em resumo, o país necessita urgentemente de um projeto eficiente e eficaz.

Na visão do governo, a mudança na educação está nas mãos do professor, da sua vontade, criatividade e motivação. Fala-se em novas metodologias, em utilizar a inovação tecnológica como aliada do ensino, em dar a cada aluno um tablet. Tudo isso é muito bonito, mas, como obter um resultado coerente se não existe um projeto pedagógico que contemple, com seriedade e melhor aproveitamento, o uso da tecnologia em sala de aula. Como harmonizar essa situação se em muitas escolas do próprio governo é proibido o uso de desktops e celulares com internet pelos alunos. Se, por um lado entende-se ser necessário, por outro, não há consenso.

O atual modelo de ensino-aprendizagem já se consumiu e não atende mais as necessidades das novas gerações que ingressam na educação escolar. Conectadas e plugadas às notícias de todo tipo, com um simples clique no computador ou celular, encontram informações que mesclam de forma criativa imagens e vídeos e facilitam o conhecimento. Neste contexto, segundo Fernando Almeida, diretor da Editora Saraiva, “o professor está deixando de ser o agente central do processo para se tornar um mediador, o facilitador do desenvolvimento das habilidades e competências dos alunos...”.

Ryon Braga, presidente da Hoper Educação, reforça que “a velocidade com que a tecnologia instrumentaliza o saber está sendo muito maior do que a velocidade com que conseguimos adequar nossos modelos, metodologias, didática e modo de operação”.

Vontade não falta aos docentes, de outra forma, com a crescente violência e a falta de segurança nas escolas, teriam desistido. Criatividade? Como exercitá-la sem os recursos básicos necessários e em ambientes inadequados para o aprendizado? Motivação, por mais subjetiva que seja, não resiste por muito tempo sem um mínimo de incentivo e reconhecimento. Portanto, não se concebe aqui uma atuação adequada do poder público federal.

Enquanto o governo “bate o pé”, contrário ao reajuste dos salários dos professores, dados do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro apontam que o governo do Estado utilizou verba da Secretaria Municipal de Educação para quitar dívidas de escolas de samba do carnaval carioca. Voltamos à Roma Antiga, à política do pão e circo. E este não é um fato isolado.

O resultado de tudo isso se reflete mais a frente. De acordo com o Indicador de Alfabetismo Funcional - INAF, divulgado pelo Instituto Paulo Montenegro - IPM e pela ONG Ação Educativa, e publicado no Estadão em 17/7/12, 38% dos estudantes do ensino superior não dominam habilidades básicas de leitura e escrita.

É necessário concordar que a educação vem atravessando algumas melhorias nos últimos anos, entretanto, se comparadas aos valores anunciados pelo governo, são insignificantes perto da valia e atenção que o assunto requer. Os investimentos no setor não garantem o crescimento necessário para que o país se aproxime minimamente do patamar dos países mais desenvolvidos da América Latina, que dirá da Europa ou Estados Unidos.

O Brasil está crescendo, mas, precisa fazer o dever de casa e investir com mais seriedade na educação para reduzir a desigualdade social.

terça-feira, dezembro 20

Saiba por que está tão ruim a educação no país

Além de ruim, os candidatos precisam ficar atentos com mensalidades tão baixas. Afinal, quem busca apenas preço, não encontra qualidade.
Leia matéria publicada no Diário do Grande ABC: Anhanguera demite 50% na UniABC. Segundo docentes ouvidos pelo Diário do Grande ABC, a maioria dos funcionários dispensados possui título de mestrado ou doutorado.

segunda-feira, março 14

A importância da especialização

Reportagem veiculada na TV Globo, no Jornal Hoje, desta segunda feira, explica sobre a necessidade e importância da continuidade dos estudos em nível de especialização. Resumindo, só a faculdade não garante um bom salário. Veja AQUI.

quinta-feira, novembro 18

O Enem de Tiririca

Este é o título do artigo de Leonardo Attuch, publicado em 17/11/10, na Revista IstoÉ. O texto traça uma semelhança entre o fiasco do último Enem, ao fato de o estado mais rico do país eleger um palhaço para a Câmara dos Deputados.
O reflexo desse resultado está na péssima qualidade da educação estadual e nacional, além da percepção dos eleitores do palhaço de que nada funciona no Brasil como deveria.

segunda-feira, outubro 18

Antes tarde, que nunca.

O brasileiro, em razão de sua condição social, pensa primeiramente nos custos para depois pensar na qualidade. Na escolha pela faculdade, alunos que levaram em conta o valor da mensalidade e a proximidade da escola com seu trabalho ou residência, já estão começando a ficar arrependidos. O mercado, criterioso e seletivo, é cruel com quem não está devidamente preparado.
O Brasil tem boas e más escolas, públicas e privadas. Resta ao aluno pesquisar, visitar o campus, conversar com alunos, ex-alunos, professores e até funcionários. Tudo isso ajuda na hora da escolha mas, mesmo assim, ainda pode não ser o suficiente.
Lembre-se que o barato pode sair mais caro que você imagina. Por outro lado, custo alto nem sempre significa qualidade. Portanto, o país que fiscaliza mal suas instituições educacionais e, por consequência, mantém abertas péssimas escolas, é o maior responsável pelas inúmeras armadilhas que pegam nossos jovens.

terça-feira, julho 13

Escola? Cuidado! Escolha.

O Jornal O Estado de São Paulo, publicou recentemente matéria sobre o crescimento de professores sem diploma na educação básica do País. Sem curso superior lecionando para os ensinos infantil, fundamental e médio saltou de 594 mil em 2007 para 636 mil em 2009, representando 32% do total.
Pela LDB, de 1996, todos os professores de ensino fundamental e médio deveriam ter curso superior. Projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional dá mais 6 anos de prazo e estende a obrigatoriedade também para o ensino infantil.
Uma opção, *não muito adequada*, para corrigir esse número é a parceria entre governo federal, Estados e universidades, por meio de um programa de ensino a distância para professores, além de créditos e bolsas para os docentes que entram na faculdade.

PARA LEMBRAR
- Cursos ruins formam 25% dos docentes;
- Os cursos de Pedagogia se destacaram nas recentes avaliações do Ministério da Educação pelo crescimento de notas ruins e de oferta;
- Dados do Enade, de 2009, indicam que o número de cursos mal avaliados passou de 28,8% do total (172 cursos), em 2005, para 30,1% (292). Os cursos ruins formam um em cada quatro futuros professores;
- Entre 2002 e 2007, a oferta de cursos subiu 85% - um porcentual acima da média geral (63%). Em cinco anos, os cursos de Pedagogia passaram de 1.237 para 2.295. Segundo especialistas, a proliferação ocorre por causa da facilidade de montar um curso.

*Em minha opinião, o EAD ainda não tem condições de formar adequadamente nenhum profissional. Basta analisar a quantas anda a educação presencial e os sérios problemas que enfrenta. Dar créditos ou bolsas aos professores e deixá-los escolher o melhor curso seria uma excelente opção.

sexta-feira, julho 2

O gigante caiu

O Brasil foi mais um dos gigantes a cair fora da Copa do Mundo 2010. Itália, França e Portugal se foram em razão de suas próprias limitações técnicas. E o glorioso futebol arte perdeu o jogo por sua incapacidade de concentração e de manutenção da calma. E, pra não perder o hábito, os mais de 180 milhões de técnicos brasileiros terão que eleger um culpado: Dunga retranqueiro, Felipe Melo descontrolado, Kaká irreconhecível, Robinho pipocando, Ganso e Neimar não convocados e bla bla bla. A realidade é uma só: o mundo todo sabe jogar futebol. Cada um com suas peculiaridas e virtudes, mas ninguém é totalmente "bobo" quando se trata de praticar esse esporte. A realidade está de volta. Os problemas persistem e a corrupção segue disfarçada, escondida por trás de eventos dessa natureza, ao lado da insegurança, impunidade, falta de saúde e de uma educação adequada. Retornemos ao trabalho, chega de festa. Mas, jamais deixe de acreditar no Brasil. Ele ainda é maravilhoso e precisa da sua sobriedade na hora de escolher os próximos governantes. Avante, Brasil!

quinta-feira, março 4

E querem que eu acredite !!

Opa, depois de alguns dias ausente, estou de volta e não posso deixar de comentar sobre a educação no país tupiniquim.
Enquanto petistas e tucanos fazem barulho sobre suas realizações na educação, um relatório obtido pela Folha, feito sob encomenda para o Ministério da Educação, revela que os avanços na área foram insuficientes. Apenas 33% das 294 metas do Plano Nacional de Educação, criado por lei em 2001, foram cumpridas.
Trata-se de um dos levantamentos mais abrangentes já realizados sobre a última década. E tem mais: apesar dos programas criados nos últimos anos, o resultado aponta baixa taxa de universitários, alta repetência e acesso à educação infantil longe do proposto. Deixo minha pergunta: como querem que eu acredite que a Educação a Distância é um sucesso, se a presencial ainda não atende as necessidades mínimas desde o ensino infantil ?

segunda-feira, janeiro 25

O importante é vender. Qualidade a gente vê depois.

Uma daquelas instituições de ensino superior que entraram recentemente na bolsa de valores, vem sofrendo duras críticas dos próprios alunos quanto a qualidade do ensino que oferece. Isso já era de se esperar. Mais cedo ou mais tarde alguém iria colocar a boca no trombone, para o bem da educação, é claro! O que me entristece é o fato de o MEC aprovar tal atitude, que é a de oferecer, inicialmente, um curso "meia boca", fazendo dos alunos cobaias de um sistema que prima pela quantidade em detrimento da qualidade. E ainda tem gente defendendo o EAD com unhas e dentes. Pessoal, vamos olhar sério para o ensino presencial. Depois a gente pensa no EAD.

segunda-feira, agosto 31

O educador e a tecnologia

Muito se fala sobre a utilização de tecnologias na educação. Sim, são necessárias. Esquecem, porém, que a maior e melhor tecnologia educacional é o próprio ser humano. Cabe ao educador, pessoa interessada e habilitada no ensino, capacitar-se e ter em mente o seu verdadeiro valor e o dos aprendizandos. Não há tecnologia que substitua o olhar, o toque e o aperto de mãos. Por mais avançada que seja a tecnologia, a educação vai continuar dependendo da sensibilidade humana. A tecnologia será o material de apoio para dinamizar as aulas. Fonte RH.com.br.