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segunda-feira, junho 21

Cai valor de mensalidade nas particulares

Matéria publicada no Portal da Folha de Sâo Paulo aponta que a média dos valores cobrados atualmente nas faculdades particulares é a mais baixa desde 1999. O motivo é a concorrência e menor crescimento de matrículas. Por mais mais que possa parecer vantagem aos alunos, os preços baixos são nocivos para a qualidade da educação, já que as instituições que adotam essa prática deixam de investir em pesquisa, laboratório, professores etc.
Algumas anunciam mensalidade de pouco mais de cem reais e se houver convênio com empresas, esse valor cai ainda mais. Para se equilibrar, uma instituição deve cobrar mensalidade média de R$450,00, segundo Carlos Monteiro, consultor em ensino superior. Abaixo desse valor, a faculdade tem que abrir mão de uma série de coisas e o que acontece é que ela tem que colocar mais aluno em sala. No final, a demanda é baixa, a inadimplência cresce e a qualidade de ensino cai.
Mais do que o valor da mensalidade, o aluno deve ficar atento à qualidade do ensino oferecido para não se arrepender depois.

quinta-feira, março 18

Será que ele sabe ?

Discordo de alguns pontos do artigo do prof. Wagner Horta, em seu blog, quando critica o MEC dizendo o órgão não conhecer EAD.
1. Se EAD não concorre com o presencial, porque dezenas de instituições registraram queda na demanda por seus cursos após a oferta dessa modalidade?
2. Se o EAD não depende do apoio de um espaço físico básico, semelhante a uma escola de verdade, para os encontros presenciais, suponho que os alunos possam se reunir numa lanchonete?
3. Se o EAD foi concebido com base nas práticas do presencial, jamais poderá ser considerado melhor enquanto o MEC não corrigir as falhas que persistem no presencial. Inclusive, o prof. Horta corrobora com minha opinião na frase "A deficiência da EAD ocorre da mesma forma como nos cursos presenciais", do seu próprio artigo.
4. Não dá para transferir exclusivamente ao mercado a responsabilidade pela seleção dos melhores profissionais. Por mais exigente que seja uma entrevista de emprego, não ficam claras as deficiências do candidato.
4. A melhor maneira de proteger-se do EAD de baixa qualidade é verificar quem está por trás. Significa dizer que não basta ter como referência apenas o nome de uma pessoa física tradicional no meio educacional. Está sim, na pessoa jurídica, devidamente estruturada e com endereço fixo, a tangibilidade dos serviços ofertados.
Que fique claro: não estou defendendo o MEC. Afinal, segundo meu colega de trabalho, Jornalista Renato Menezes, "Não se trata de uma questão política, mas, educacional. Considero que o EAD ainda é muito recente, falho e pouco desenvolvido. Não acho que seja eficiente, não tanto pelo método de ensino, mas por uma questão cultural, proliferada pelas próprias instituições de ensino, que valorizam em demasia o aprendizado no ato do ensino".

quinta-feira, março 4

E querem que eu acredite !!

Opa, depois de alguns dias ausente, estou de volta e não posso deixar de comentar sobre a educação no país tupiniquim.
Enquanto petistas e tucanos fazem barulho sobre suas realizações na educação, um relatório obtido pela Folha, feito sob encomenda para o Ministério da Educação, revela que os avanços na área foram insuficientes. Apenas 33% das 294 metas do Plano Nacional de Educação, criado por lei em 2001, foram cumpridas.
Trata-se de um dos levantamentos mais abrangentes já realizados sobre a última década. E tem mais: apesar dos programas criados nos últimos anos, o resultado aponta baixa taxa de universitários, alta repetência e acesso à educação infantil longe do proposto. Deixo minha pergunta: como querem que eu acredite que a Educação a Distância é um sucesso, se a presencial ainda não atende as necessidades mínimas desde o ensino infantil ?

quinta-feira, janeiro 28

Arre ! Viva o MEC. (sem ironia)

O Conselho Nacional de Educação determinou ontem que especializações dadas por entidades não educacionais, como hospitais e fundações, não poderão mais emitir diplomas com reconhecimento do Ministério da Educação. A medida atinge Fipe e FIA, cujos MBAs estão entre os mais caros do país, e hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês. As entidades vão recorrer.
Da mesma forma que o governo proibiu farmácias de venderem gêneros alimentícios ou quaisquer outros produtos que não sejam farmacêuticos, e supermercados de venderem remédios, considero correta a decisão do MEC. Caso essas entidades retomem o direito de emissão de diplomas com reconhecimento do ministério, em breve existirão oficinas mecânicas realizando cirurgias. Exagerei, mas reitero meus votos à opinião do MEC.

segunda-feira, janeiro 25

O importante é vender. Qualidade a gente vê depois.

Uma daquelas instituições de ensino superior que entraram recentemente na bolsa de valores, vem sofrendo duras críticas dos próprios alunos quanto a qualidade do ensino que oferece. Isso já era de se esperar. Mais cedo ou mais tarde alguém iria colocar a boca no trombone, para o bem da educação, é claro! O que me entristece é o fato de o MEC aprovar tal atitude, que é a de oferecer, inicialmente, um curso "meia boca", fazendo dos alunos cobaias de um sistema que prima pela quantidade em detrimento da qualidade. E ainda tem gente defendendo o EAD com unhas e dentes. Pessoal, vamos olhar sério para o ensino presencial. Depois a gente pensa no EAD.

quarta-feira, dezembro 9

Você acredita no ENEM ?

Feliz comentário do Jornal Estadão, sobre o Exame Nacional do Ensino Médio. Ele comenta que a "abstenção de quase 40% dos participantes de 2009, é o desdobramento natural da sucessão de equívocos que as autoridades educacionais cometeram quando tentaram transformar a avaliação em bandeira política para as eleições de 2010. A proposta, até entao bem recebida bem pelas instituições de ensino superior, sofreu um tremento revés quando o MEC passou a usá-la como trunfo político. No início houve falhas na rede de informática do MEC, despreparada para o alto número de inscrições pela internet. Depois, os Correios atrasaram a entrega dos cartões de inscrição. A definição dos locais da prova também gerou problemas, pois muitos candidatos teriam de se deslocar até 330 quilômetros de suas residências. A falha maior, no entanto, foi o vazamento da prova, dois dias antes de sua realização. Quando se imaginava que todos os problemas haviam sido contornados, veio a anulação de questões com nítido viés político e ideológico. Para fechar com chave de ouro, divulgaram um gabarito oficial errado". Nunca, na história desse país, fizeram tanta bobagem com a educação.

quinta-feira, setembro 3

Saiu no Jornal Correio de Lins

Faculdades linenses estão bem situadas no ranking nacional. O INEP, vinculado ao MEC, divulgou segunda feira (31) os Índices Gerais de Cursos das Instituições (IGC), para todas as universidades, centros universitários e faculdades do País. O IGC é um indicador da qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado). O resultado final é expresso em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5). Dentre as Universidades, a UNIMEP permanece na faixa 3, com 249 pontos. Em 2008 ela obteve 259 pontos. Dentre os Centros Universitários analisados, a UNILINS manteve-se na faixa 3 com 236 pontos. Em 2008 teve 212 pontos. O UNISALESIANO encontra-se na faixa 3 com 197 pontos. Em 2008 teve 216 pontos.

quarta-feira, julho 22

EAD = Presencial ?

Eu não consigo acreditar nessas pesquisas feitas pelo MEC, que equiparam o ensino a distância com o presencial. Como professor, sinto na pele a imensa dificuldade dos alunos de hoje, oriundos da malfadada progressão continuada do governo. Se no presencial, que possibilita o olho no olho, há dificuldade, não consigo acreditar que o ensino a distância possa ser igual, independentemente do comprometimento do aluno. Minha opinião é que, na ância do governo tentar cumprir sua promessa de ampliar a oferta de educação à população, coloca o EAD como semelhante ou melhor que o presencial. Não é!!! Se perguntarem ao Lula ele dirá que não sabe de nada.