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quarta-feira, agosto 22

O líder e o chefe

A distância entre um e o outro é enorme e interfere na maneira como os subordinados atuam.

Antes de refletir sobre o tema acima, inicio este texto comentando sobre uma abordagem que tive um dia desses.

“O que é Inteligência Emocional?” Essa foi a pergunta feita a mim por um grupo de alunos do Ensino Médio de uma escola pública de Lins. Aliás, parabéns à professora ou professor que solicitou a pesquisa sobre esse tema que é de extrema importância para quem lida com pessoas o tempo todo.

Antes de responder à pergunta, questionei o grupo sobre qual era a ideia do trabalho. A resposta foi que eles deveriam gravar um vídeo com alguns professores, mesmo que os entrevistados não tivessem informações sobre o tema. Ou seja, diriam o que viesse à cabeça.

Após minha resposta - devidamente gravada – eles riram e disseram ter entendido o significado do tema. Não que eu seja um expert no assunto, e sim apenas mais um leitor do livro “Inteligência Emocional”, do Psicólogo e PhD, Daniel Goleman. É claro que minha resposta foi curta e grossa, mas, de certa forma objetiva para atender a proposta do trabalho.

De acordo com Goleman, "Inteligência Emocional é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade das pessoas em reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles". Deveria ser leitura obrigatória, principalmente aos professores brasileiros que vivem em constante tensão nas salas de aula em razão de uma série de situações. Já escrevi sobre (Leia o artigo sobre esse tema em blovog.blogspot.com.br/2012/07/a-educacao-por-oticas-distintas).

Está relacionada às habilidades das pessoas em se auto motivar, sem desanimar diante de desilusões e insucessos. É conseguir controlar seus próprios impulsos e motivar pessoas, fazendo com que elas deem o melhor de si e sejam comprometidas com seus objetivos. Esse conceito rapidamente me remete à interação entre professores e alunos, mas, também, entre chefes, líderes e subordinados.

Muitos estudos apontam quais são as competências, atitudes, qualidades e ações ideais de um líder. Liderança envolve, da mesma maneira, empresas e colaboradores e professores e alunos. Em ambos os segmentos existem os que agem feito chefe e os que atuam como líder. Cada qual no seu quadrado.

Ocorre que a expressão "chefe" tem sido depreciada, como se fosse uma pessoa malvada, inescrupulosa, que não tem um bom relacionamento com os subordinados. Por outro lado, a palavra “líder” passou a ser usada como se fosse um cargo e não características intrínsecas de alguém com habilidade para ser, de fato, líder.

Não podemos nos esquecer de que o líder é visto e aceito como líder, independente do cargo. Mas, voltando ao tema, Inteligência Emocional é a principal característica de um líder, que sabe controlar as emoções e agir com a razão. É isso que difere os humanos dos outros animais. Em resumo, é dessa maneira que evitamos brigas e conflitos.

Quem conhece e controla suas próprias emoções tem relações mais saudáveis e uma vida melhor.

sexta-feira, junho 1

De quem é a culpa?

Um dia desses, em sala de aula, uma aluna me questionou sobre quais poderiam ser considerados os principais motivos do insucesso de algumas empresas.
Antecipando minha resposta, me lembrei de uma pesquisa do Sebrae (fev/2011) que aponta uma taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas brasileiras em torno de 80%, antes do primeiro ano de funcionamento. Na mesma pesquisa, publicada no site jornaldoempreendedor.com.br, o Sebrae aponta 9 fatores que podem justificar esse fracasso. Sem necessidade de listar todos eles, estava mais que claro qual é o fator principal: “má administração”.
Apesar de entender e aceitar que, de fato, o despreparo dos administradores é a causa principal, busquei reflexão na leitura que fiz a alguns artigos e notícias que abordavam empresas, marcas e produtos cujas estratégias de mercado não deram muito certo. De forma análoga e sem nenhuma base científica, com apoio dos alunos, esquadrinhamos algumas outras razões que pudessem justificar tais resultados.
Ao longo da explanação, os alunos apresentaram outros exemplos de empresas mais próximas da nossa realidade regional, que tiveram o mesmo destino. Percebemos que a maioria, de forma muito transparente, também apontava falha de administração, seja pela falta de conhecimento do mercado de atuação, incompetência ou completa ausência do domínio dos conceitos e técnicas de gestão. De maneira empírica, sem aprofundamentos, pressupomos que proprietários, gerentes ou pessoas em cargos decisivos não tiveram qualquer capacitação para a função.
Mesmo nas empresas em que havia a presença de administradores graduados ou pós-graduados, e com experiência de mercado, o fator predominante que justificava os maus resultados estava relacionado à dissonância entre a volatilidade do mercado e a capacidade de reação da empresa.
Para explicar melhor a teoria, recorri a um dos mais conceituados autores de marketing, Theodore Levitt, que em seu livro “Miopia em Marketing”, aponta a falta de visão empresarial de administradores que insistem em focar suas ações nos produtos ou serviços, sem dar a devida e prioritária importância às necessidades dos clientes. Compreender seus problemas e satisfazer seus desejos e necessidades deve ser o principal objetivo das empresas que pretendem se manter saudáveis e competitivas. Do contrário, correm sério risco.
Outro fator que não deixamos fora da discussão foi a questão liderança. Em muitas circunstâncias, por não possuir características de líder, o profissional que atua na função de chefe não consegue quebrar a individualidade e ajustar a sintonia entre os departamentos e as ações, o que também é prejudicial à gestão eficaz.
Após levantar essas hipóteses, passamos a relacioná-las com cada caso apontado pelos alunos e com aqueles que busquei das notícias e artigos lidos anteriormente. Em todos eles, fomos unânimes em reconhecer que o principal fator que justificava os maus resultados estava claramente relacionado à má gestão.
Não sou administrador. Minha formação é na área de Marketing, com especialização em planejamento estratégico. Aliás, está aí uma área que pode auxiliar – e muito - para uma gestão adequada. O conhecimento do administrador, somado ao conhecimento do profissional de marketing, dentre outros, certamente pode render bons frutos e fortalecer as empresas, suas marcas, produtos e serviços.
No livro Administração de Marketing, os autores Philip Kotler e Kevin Lane Keller, definem o Marketing como fruto de um estudo baseado em diversas ciências (Sociologia, Psicologia, Matemática, Antropologia, Estatística, Filosofia, entre outras), que tem como objetivo conhecer o comportamento das pessoas e satisfazer suas necessidades e desejos. Ou seja, as empresas precisam se adaptar ao ambiente atual e aprender a usar todos os recursos de marketing disponíveis.
Raimar Richers, uma das maiores autoridades em Marketing no Brasil, define o Marketing como sendo simplesmente a intenção de entender e atender o mercado. Sob essa perspectiva, o Marketing representa muito mais do que ferramentas de promoção e vendas. Trata-se de uma filosofia dentro das organizações, que tem o cliente como sua principal razão de existência.
Marketing não é só área de vendas de produtos ou serviços, mas, a empresa de maneira geral. De modo grosseiro, é a definição de estratégias que abrangem do porteiro ao presidente. É um trabalho completo, principalmente na visão do cliente. O Marketing ajuda a prever o que, quando, como, onde, com que imagem, em que quantidade e a que preço será possível colocar um produto no mercado. Corresponde a implantação de estratégia comercial, que contempla desde o estudo do mercado, promoção, publicidade, venda e assistência técnica, até o pós venda.

Vorlei Guimarães – Professor, Profissional de Marketing e Especialista em Planejamento Estratégico - 30/5/12

quinta-feira, novembro 25

Comunica D+

De um trabalho acadêmico de graduação em Marketing na Unilins, alunos do último ano do curso criaram um produto de comunicação importantíssimo para o segmento jovem. Nasceu o tablóide "Comunica D+", que promete municiar a galera universitária com informações relativas ao seu dia-a-dia e ao mercado de trabalho.
Eu escrevi importante, baseado na sua primeira edição que apresentou um conteúdo perfeito para seu público-alvo. Mas, a manutenção desse conceito vai depender da continuidade do projeto, dos temas abordados, da linguagem adotada e do respeito a periodicidade proposta.
Tomara que os criadores do Comunica D+ não o transforme numa coluna social vazia e repetitiva, cuja proposta, em geral, é angariar fundos para seus autores.
Mantenham o foco...

quarta-feira, abril 7

Paraná, terra sem lei?

Nunca imaginei que o querido estado do Paraná pudesse ser taxado de terra sem lei. Primeiro porque sua população é uma das mais ordeiras e respeitadoras do Brasil. Segundo, pela sua própria localização, região rica e de muito progresso. Entretanto, fiquei indignado ao assistir a um vídeo postado no site "Bombou na Web", da revista Época - leia-se TV Globo -, em que um pseudo apresentador de programa policial retruca violentamente uma crítica de um aluno de jornalismo, fazendo ameaças de todo tipo e tamanho. Trata-se do apresentador "Zeca", da TV Vila Velha, canal a cabo do Paraná, ameaçando um estudante da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Mesmo que ele não cumpra suas ameaças, esse cidadão deveria morar na cadeia, já que não tem personalidade e nem capacidade para mostrar a cara na telinha. Chamá-lo de jornalista é denegrir toda essa classe profissional, que possui um respeitável currículo em prol da conquista da democracia na qual vivemos hoje.
VEJA O VÍDEO. E não perca a oportunidade criticar esse imbecil e mostrar que o Brasil, apesar dos pesares, ainda tem lei. É de causar nojo.

quinta-feira, outubro 22

Fórum Vocacional

Vai terminar na noite desta quinta feira o 12º Fórum Vocacional do Rotary Clube Lins Norte, numa parceria com a Unilins e a Diretoria de Ensino de Lins. Devem passar pela campus da Unilins cerca de 1800 alunos de 10 cidades da região. Tem sido um imenso prazer receber esses alunos e falar um pouco sobre o perfil do novo profissional que o mercado está buscando. Tomara que eles percebam isso e busquem escolas comprometidas com uma educação de excelência. É uma pena que apenas a Unilins tenha participado do evento.

terça-feira, agosto 18

Novos desafios

Colegas, comecei ontem a enfrentar mais um delicioso desafio. Se é que se pode dizer assim. A primeira impressão é que, além de delicioso, será imensamente prazeroso. Alunos, professores e coordenadores da ETEC Lins, obrigado pela recepção. Podem contar comigo.